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Notícias · 21 de junho de 2023 · 3 min de leitura

Calvície: não acredite em promessas de quantidade de fios no transplante capilar

O presidente e médico da ABCRC, Dr. Henrique Radwanski, explica quais os riscos de extrair enxertos capilares em excesso e porque isso tem acontecido

O presidente e médico da ABCRC, Dr. Henrique Radwanski, explica quais os riscos de extrair enxertos capilares em excesso e porque isso tem acontecido

 

Quanto mais, melhor? Nem sempre. No segmento de restauração capilar, alguns profissionais têm feito propagandas que associam maiores quantidades de folículos capilares (área que inclui um fio de cabelo e sua raiz) a um transplante capilar de maior qualidade. No entanto, segundo especialistas da ABCRC, isso não é necessariamente uma verdade.

 

“Parece que é uma grande competição. Nós vemos nomes como ‘mega sessões’ e ‘gigas sessões'. Porém, o que acontece é que existe uma corrida para tentar captar pacientes”, afirma o médico Dr. Henrique Radwanski, presidente da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar (ABCRC).

 

O perigo desse tipo de prática está na possibilidade de desrespeitar os limites de cada região capilar, o que pode prejudicar o paciente em outras etapas do tratamento. 

 

“Nos deparamos com pacientes que chegam na consulta já tendo feito uma cirurgia prévia, em uma dessas clínicas de ‘mega sessões’, com a área doadora depletada. Ou seja, não tem mais folículos para serem retirados e transplantados. Essa é uma situação muito preocupante, porque o paciente precisa fazer mais uma etapa e não tem mais de onde tirar unidades foliculares”, acrescenta Dr. Henrique Radwanski

 

Consequentemente, com a área doadora depletada, a região fica sem cobertura e pode deixar o transplante com aspecto irregular. 

 

Entendendo os folículos capilares

 

Segundo a ABCRC, enxerto capilar é um termo que pode ser entendido como “oferta limitada ou decrescente de unidades foliculares que podem ser retiradas da área doadora”. Porém, à medida que a calvície se desenvolve, a demanda por novos fios pode aumentar.

 

Já o “folículo capilar” funciona como uma “bolsa” localizada na hipoderme e a raiz dos fios está em seu interior. Estima-se que existam cerca de 5 milhões de folículos capilares em todo o corpo. Mas, embora pareça um número elevado, essa quantidade é relativamente pequena quando se leva em consideração que eles só estão ausentes nas palmas das mãos e nas solas dos pés.

 

Dessa forma, para preservar os poucos folículos capilares do corpo, a restauração capilar deve ser feita respeitando a quantidade de enxertos.

 

Quais fatores devem ser considerados? 

 

Para saber quantos enxertos capilares serão necessários em um procedimento, 6 fatores devem ser considerados:

 

  1. Área calva a ser coberta

  2. Características dos fios

  3. Disponibilidade e qualidade dos folículos capilares

  4. Planejamento do design capilar

  5. Técnica a ser utilizada

  6. Objetivo do paciente

 

“Clínicas que prometem tirar tudo que for possível da área doadora estão fazendo um desserviço ao paciente. O correto é sentar com seu médico e fazer um planejamento para entender quantas unidades foliculares são necessárias para uma boa cobertura na área de alopecia”, reforça Dr. Henrique Radwanski.

 

Saiba mais sobre os termos associados à restauração capilar no site da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar. Clique aqui.